GameMaker vai liberar o GMRT para uso comercial gratuito em 2027

Mesa de uma desenvolvedora independente testando um jogo de plataforma em pixel art no monitor, laptop e celular; a marca GameMaker aparece no canto inferior esquerdo.Notícias
Imagem editorial ilustrativa. A GameMaker anunciou que o GMRT terá uso comercial gratuito a partir de 1º de janeiro de 2027.

A partir de 1º de janeiro de 2027, o runtime de próxima geração da GameMaker, o GMRT, poderá ser usado para distribuir jogos comercialmente sem comprar a licença Professional. Para estúdios independentes, a mudança reduz o custo de entrada; ela não torna o motor inteiro open source, não cobre automaticamente projetos feitos no runtime antigo e não libera exportação para consoles.

O anúncio, publicado pela GameMaker em 23 de outubro, vale para jogos distribuídos em desktop, dispositivos móveis, web e GX Games. Até a data de início, o GMRT continua em beta e a licença que vale para cada projeto ainda depende do runtime e da versão usados. A decisão prática é testar a compatibilidade agora e conferir os termos finais antes de planejar um lançamento comercial.

O que muda em janeiro

A GameMaker diz que o GMRT permitirá criar e distribuir jogos comercialmente sem a compra da licença Professional. O anúncio também prevê acesso ao código-fonte do runtime em todos os níveis. Para quem está começando um projeto, isso pode reduzir uma despesa inicial e deixar mais espaço para investir em arte, áudio, testes e divulgação.

A mudança está marcada para 1º de janeiro de 2027, não para já. A página de ajuda sobre a versão gratuita da GameMaker, atualizada em agosto, descreve o modelo anterior: o uso não comercial é gratuito, enquanto a distribuição comercial fora de GX Games exige Professional. O novo anúncio modifica esse cenário para o GMRT a partir da data indicada. Quem publica antes disso deve conferir a licença atual, sem aplicar a nova regra antecipadamente.

O roteiro técnico de primavera da GameMaker ajuda a entender por que a data importa: a empresa apresentava o GMRT como runtime em evolução, com plataformas chegando em etapas. A liberação comercial não elimina a necessidade de avaliar estabilidade, compatibilidade e os destinos disponíveis na versão que a equipe pretende usar.

Linha do tempo das mudanças anunciadas para a licença comercial do GMRT

Consoles continuam fora da licença gratuita

O próprio comunicado delimita uma exceção importante: exportar para consoles continuará exigindo licença Enterprise e aprovação do desenvolvedor pelas plataformas relevantes. Portanto, a gratuidade anunciada se aplica aos destinos listados — desktop, mobile, web e GX Games — e não deve ser lida como “publicar em qualquer loja sem custo ou aprovação”.

Também é preciso distinguir o GMRT do runtime GMS2 já existente. A GameMaker afirma que quem já tem Professional continuará podendo distribuir comercialmente jogos feitos com GMS2. A notícia não diz que todos os projetos antigos serão migrados automaticamente para o GMRT nem que a troca será necessária. Antes de mudar um jogo em produção, compare funções usadas, desempenho, exportações e dependências de extensões.

Essa avaliação segue a mesma lógica de escolher uma plataforma para qualquer produto digital: custo de entrada importa, mas também contam os limites e as obrigações que aparecem depois. O guia da Pump sobre software sob medida ou plataforma pronta oferece um roteiro de comparação útil. E, para equipes avaliando o investimento em um produto para celular, o que entra no custo de desenvolver um aplicativo ajuda a lembrar de integração, publicação e manutenção além da primeira versão.

Código acessível não significa código aberto

A GameMaker também promete acesso ao código-fonte do runtime para todos os níveis e fala em permitir que a comunidade o adapte. Isso é diferente de publicar o motor sob uma licença open source. A licença pública de acesso ao código-fonte da GameMaker, cujo texto disponível foi atualizado em 2024, restringe o uso do código a atividades específicas de depuração e otimização e diz que o acesso não autoriza uso comercial do próprio código-fonte.

Como esse texto antecede o anúncio de outubro de 2026, ele não deve ser tratado como a palavra final sobre a nova oferta. A recomendação é esperar a licença atualizada e ler o que ela permite fazer com o código, quais contribuições podem ser enviadas e se há limites de redistribuição. A promessa de “acesso” é relevante, mas não responde sozinha a essas perguntas.

Como equipes podem se preparar

Até janeiro, estúdios podem separar decisões de licença das decisões técnicas:

  • Identifique qual runtime cada projeto usa e registre a licença associada.
  • Teste o GMRT em uma cópia controlada do projeto, com backup e controle de versão.
  • Liste plataformas de destino, extensões e recursos que precisam funcionar antes do lançamento.
  • Se houver console no plano, inclua Enterprise, aprovação e testes específicos no orçamento.
  • Reavalie a decisão quando os termos atualizados e o estágio do GMRT estiverem claros.

A notícia é especialmente útil para quem começa um jogo independente voltado a desktop, mobile ou web e ainda está escolhendo ferramenta. Ela não transforma o GMRT em escolha automática: uma migração deve ser decidida por compatibilidade e maturidade, e um lançamento comercial deve seguir a licença efetiva na data da distribuição. Para projetos novos, porém, a data de janeiro de 2027 pode alterar o cálculo de custo e merece entrar no planejamento.

A GameMaker anunciou uma mudança concreta e datada. O próximo passo para desenvolvedores é acompanhar a publicação dos termos finais e testar o runtime sem colocar um produto em produção antes de confirmar que ele atende às necessidades do projeto.

#Notícias#GameMaker#desenvolvimento de jogos#GMRT#jogos independentes
Davi
Davi
Fundador da Pump e redator desde 2021. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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